Somos únicos.

Isso não significa que uns são mais ou menos especiais que outros, mas que todos tem suas particularidades. Não importam as caraterísticas físicas, o estado civil, a conta corrente, a geografia e o time do coração. O fato é que todos sentem a realidade a sua própria maneira. O que nos torna verdadeiramente diferentes uns dos outros é a forma como sentimos o que vivemos e como agimos na consequência disso. 

Cada qual é como é. Por isso, desejar que o outro sinta a realidade exatamente da mesma forma que nós, e interaja com ela segundo o nosso sentir, não só é desejar o impossível, como também não é lá muito saudável.

A solidão não é – nem nunca foi – estarmos sozinhos. É nos sentirmos sozinhos. 

Não me incomodo quando estou só. Diria que até gosto. Estou só e pronto.

Mas às vezes me sinto só. Só de achar que ninguém pode me entender. Só de não conseguir abrir meu coração. E é aí que começo a me preocupar.

A pior solidão vem dos outros.